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Doenças fúngicas e medidas de controle: Cuide e proteja as plantas no início do ciclo vegetativo
21/09/2016

 

Existem algumas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento de patógenos durante o período vegetativo da videira, que fica sujeita a uma série de doenças, que atacam principalmente brotos, ramos, folhas, e cachos. Algumas dessas doenças de natureza fúngicas provocam grandes perdas e, frequentemente, tornam-se fatores limitantes ao cultivo, caso medidas de controle adequadas não forem adotadas.

A seguir seguem informações sobre as duas principais doenças que costumam aparecer nesse período:

 

Antracnose - Elsinoe ampelina

Este fungo é mais prejudicial aos tecidos jovens e tenros. O seu desenvolvimento é favorecido por alta umidade provocada pela precipitação, nevoeiro e orvalho, e em temperaturas que variam dos 2ºC a 32ºC. É também conhecida como varíola, varola ou “olho-de-passarinho”.

SINTOMAS: A doença ataca todos órgãos verdes da planta (folhas, gavinhas, ramos, inflorescência e frutos). Nos ramos, a doença causa o aparecimento de cancros com formatos irregulares de coloração cinzenta no centro e bordo preto. Com a evolução da doença nas folhas, as manchas ficam perfuradas no centro. Nas bagas também aparecem manchas circulares de cor cinza no centro e preta nas bordas.

CONTROLE: Plantar quebra-ventos reduz a ocorrência da doença. As primeiras ações devem começar na época da poda com a queima de ramos doentes e com tratamento químico, para eliminar ou diminuir o inoculo inicial. Ele deve ser preventivo até os primeiros 60 dias após a poda.  As pulverizações com fungicidas devem ser realizadas desde o estádio de ponta verde (início da brotação) até a compactação dos cachos.

 

Escoriose - Phomopsis vitícola

Uma doença que pode ser facilmente confundida com antracnose, pois em determinada fase, os sintomas são muito semelhantes. Temperatura entre 1ºC e 37ºC ou umidade relativa acima de 95%, além de períodos prolongados de chuva e frio, são as condições ideais às infecções. Os tecidos tenros (jovens) na fase inicial da brotação são altamente sensíveis ao fungo.

SINTOMAS: No limbo foliar formam-se pequenas manchas cloróticas pontuadas que mais tarde se tornam necróticas. Nas nervuras, o ataque pode causar deformação da folha. No início da brotação costumam aparecer na base dos ramos do ano, na forma de crostas ou escoriações superficiais marrom-escuras.

CONTROLE: O tratamento dos vinhedos deve ser realizado no início do estádio de crescimento, no início da brotação e no estádio das primeiras folhas separadas. Uma pulverização adicional pode ser necessária após chuvas pesadas na primavera. 

 

Míldio - Plasmopara vitícola
 
É a principal doença fúngica da videira, podendo infectar todas as partes verdes da planta, causando maiores danos quando afeta as flores e os frutos.

SINTOMAS: Nas folhas, na parte superior aparecem manchas amarelas, translúcidas contra a luz do sol com aspecto encharcado, denominadas de "mancha de óleo". Em umidade relativa alta (acima de 95%), surge a esporulação branca do fungo na parte inferior da mancha, a seguir a área afetada fica necrosada, podendo causar a queda da folha. Nas inflorescências infectadas ocorre o escurecimento da ráquis, podendo ainda haver esporulação do fungo, seguido pelo secamento e queda dos botões florais. Quando o fungo ataca as bagas mais desenvolvidas, estas são infectadas pelos pedicelos e o fungo se desenvolve no interior da baga, tornando-as escuras, duras, com superfícies deprimidas, provocando a queda. 

CONTROLE: O controle preventivo inclui: espaçamento adequado; evitar áreas de baixada ou voltados para o sul quando for escolher o local do vinhedo; boa disposição espacial dos ramos sobre o aramado; adubação equilibrada; poda verde (desbrota, desnetamento, desfolha, desponte, etc.). O controle químico deve ser realizado com os fungicidas registrados para a cultura. Ele pode ter ação de contato (superfície), de profundidade e ação sistêmica.

 

Em caso de dúvidas, consulte a nossa equipe técnica aqui na Florença.

Fonte: Embrapa



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